terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano novo...ansiosamente e pacientemente vivido!

Caros amigos,

            2013 se finda, começa um novo ano, período que renovamos nossos sonhos, fazemos o balancete do ano que passou e nos enchemos de expectativas para o ano vindouro. Nada de mais! Só mais um dia que acaba e outro que nasce; um dia após o outro. Mas vale a reflexão de tudo que fomos, somos e pretendemos ser. Claro que é clichê! Mas, que nos esforcemos para que em 2014, possamos ser melhores do que fomos em 2013, seguindo a contra mão dessa humanidade que cada vez mais se torna egoísta e desumana. Que possamos fazer de Jesus “O Cara” que nos ajuda a tomar decisões, que nos impede de cometer tolices e que nos salva a cada dia de sermos homens, pecadores e banais. Que passamos amar a Deus e a vida que Ele nos proporciona vivendo-a pacientemente e ansiosamente, fazendo a cada dia como se fosse o último (pois, de fato nunca saberemos se chagaremos no amanhã), Nesse ano que acaba pedir alguns amigos, familiares, bicho de estimação, mas não foi só a morte que me tirou algo; o tempo que eu desperdicei, também não voltará. Poderia ter dito mais eu te amo para o meu filho (ou ter tomado mais banho de chuva com ele, como acabei de fazer com essa que acabou de cair); falar aos meus pais e irmãos que eles são mega importantes para mim e que o amor que sinto por eles nunca terá fim; poderia ter visitado mais a minha avó, ter brincado, me divertido, até mesmo “chorado mais” como na música do Titãs. Que nesse ano de 2014, possamos verdadeiramente sair da nossa zona de conforto, ansiosos e desejosos por aquilo que Deus reservou a cada um de nós, porém revestidos de sabedoria e paciência ao aguardar o kairós[1] de Deus.

“Precisamos ser pacientes, mas não ao ponto de perder o desejo; devemos ser ansiosos, mas não ao ponto de não sabermos esperar.” (Max Lucado).

Gratia et pax,

Rebeca Caroline




[1] Kairós (em grego καιρός) é uma palavra da língua grega antiga que significa “o momento oportuno”, "certo" ou “supremo”. http://pt.wikipedia.org/wiki/Kair%C3%B3s

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Quem disse que papai Noel não existe?


               Aproximando-nos da data em que comemoramos o Natal, por aonde agente vai e olha tem a figura do bom velhinho. Crianças do mundo inteiro esperam que na noite de natal, presentes sejam deixados por essa figura. Imagem essa que gera alguns conflitos sociais, pois alguns pais evangélicos como eu, ensinamos nossos filhos que é um ser imaginário, uma pessoa vestindo uma fantasia, que de fato ele não existe, pois o verdadeiro sentido do Natal está na pessoa de Jesus Cristo. Outros reprovam a figura do papai Noel, por vê-lo somente como um símbolo do consumismo presente em nosso sistema. Mas, a maioria da sociedade incentiva às crianças a acreditarem e reprovam os demais por podar a imaginação e inocência de nossos filhos. Meu intuito aqui não defender nenhum lado desse embate, pois falando sobre educação de nossos filhos temos o direito e responsabilidade de seguir o caminho a qual achamos o melhor para eles.

                A intenção aqui é olhar esse ícone mais de perto, sem medo de encontrar algo bom e despidos de dogmas ao afirmar que é uma figura que o inimigo usa para deixar Cristo esquecido no dia em que nós cristãos comemoramos o seu nascimento. Vale lembrar que muitas vezes nós cristãos esquecemos-nos de Jesus o ano inteiro.

                Há muitos discursos quanto à lenda do papai Noel, resumidamente, dizem que a verdadeira história se refere a São Nicolau, personagem que viveu entre o terceiro e quarto século da era cristã, e ficou conhecido por ser um milagreiro, extremamente generoso com os pobres e as crianças. A partir daí, no dia 6 de dezembro os países europeus passaram a comemorar o dia de São Nicolau, presenteando crianças, não se sabe por que e quando esse costume foi transferido para a noite de Natal. Porém, a imagem do bom velhinho de roupas vermelhas, barba branca e gorduchinho, só se caracteriza com a ilustração de Thomas Nast, para uma campanha publicitária da Coca-Cola no ano de 1930. A caracterização que Nast utilizou, provavelmente foi inspirada no deus Odin da mitologia germânica, ser de longas barbas brancas, que distribuía presentes às crianças do alto de seu cavalo voador.

                Mas, quem disse que papai Noel não existe? Não acredito na lenda de São Nicolau, nem tão pouco no deus mitológico Odin. Não acredito e ensino o meu filho a não acreditar no bom velhinho que trás presentes na noite de natal. Então, porquê o paradoxo do título desse post? Descobri que podemos ser “bons velhinhos” na época de Natal, o certo é ser bons cidadãos durante todo ano, sendo generosos e solidários, se importando com próximo. É isso, que Jesus, o verdadeiro sentido do Natal é, generoso e solidário com a humanidade o tempo todo. Mas, nessa época de final de ano, onde festejamos, fazendo amigo culto, festas de confraternizações, etc., percebi que por pouquíssimo, crianças pobres, que tem sonhos, esperanças e na inocência escrevem cartinhas para o bom velhinho, podem ter seus presentes e desejos realizados. Só pelo o fato de sermos generosos, irmos aos correios,  escolhermos uma cartinha e colocarmos esperança no coração e sorriso no rosto de um pequenino ou de alguns pequeninos.

                Foi essa postura que parte da empresa que eu trabalho adotou esse ano, ao invés de brincarmos de amigo culto, trocando presentes entre a gente, aumentando nossas coleções de blusas, sapatos, bijuterias, CDs/DVDs, etc., enviamos presentes às crianças que pouco têm, mas que muito sonham.  Que possamos aprender ser “bons velhinhos”, com a generosidade, solidariedade e amor de Jesus Cristo.

Gratia et pax,

Rebeca Caroline

domingo, 17 de novembro de 2013

Eleição 2014

Queridos amigos,

            Gosto de trocar idéias sobre diversos assuntos, inclusive política. Assunto esse que muitos têm repudia ou quando em roda é abordado, nossa que discussão gerada! Não sou partidarista e para falar a verdade detesto política partidária. Mas, gosto de ver e falar sobre uma política livre. Livre de interesses - na maioria das vezes corruptos – de seus líderes, gosto da política para o povo, do povo. Aquela que nos parece utopia dentro do sistema em que vivemos. Uma política social que atinge o cidadão em si, mas que também não se esquece dos empresários, empreendedores e até mesmos dos bancários que de certa forma investem no país. Resumidamente gosto de política e não de politicagem.  Muitos acham que o verdadeiro evangélico não deve se misturar a isso. Outros apoiam a bancada evangélica que está no sistema, e na minha opinião mais envergonham do que colaboram. Penso que política é para todos, é de todos, só tem que ser feita com menos interesse pessoal e sim para uma nação inteira, seja feita por evangélicos, católicos, umbandistas, judeus ou ateus, a questão é atingir a todos e não somente a minoria elitizada.

            Gosto de compartilhar textos os quais merecem destaques.  E o texto que hoje posto é da colunista da revista época, Ruth de Aquino. Ótima publicação para refletir sobre a nossa política atual. Espero que gostem e que sirva de reflexão para que nas eleições do ano que vem possamos depositar nossos votos de forma consciente.

Gratia et pax,

Rebeca Caroline

Morena Marina, você se pintou
por Ruth de Aquino


Marina, você faça tudo, mas faça o favor. Não mude o discurso da ética, que é só seu. Marina, você já é respeitada com o que Deus lhe deu. O povo se aborreceu, se zangou, e cansou de falar. Lula e Dilma estão de mal com você e não vão perdoar. Mas o eleitor não poderia arranjar outra igual para embaralhar o jogo sonolento da sucessão em 2014. Pelo menos num dos turnos, vamos discutir princípios e fins. E principalmente os meios.

A abertura desta coluna é um plágio. De mim mesma. Só o ano foi trocado no parágrafo: de 2010 para 2014. Assim abri, há quatro anos, um artigo em ÉPOCA. Parece atual.

Não interessa em quem o povo brasileiro – obrigado por uma lei antidemocrática a ir às urnas – votará para presidente. Se a ideologia influencia pouco a escolha e se ninguém mais sabe o que é esquerda e direita, porque todos comem caviar, viram censores e bebem uísque quando estão ricos, famosos e no poder, a guerra verdadeira envolve propaganda, benesses e mentiras cínicas. O voto é decidido por emprego e inflação, educação e saúde, mas também por simpatia, esmola, promessas e demagogia. O bolso e as bolsas fazem uma diferença absurda no Brasil profundo.

Por que falar bem de Marina? Não tenho religião, não simpatizo com os evangélicos e lamento a minha generalização – elas costumam ser injustas. O pastor deputado Marco Feliciano, agora ansioso para expulsar gays de cultos, porque só pensa naquilo, não ajuda os evangélicos a construir imagem de tolerância. Não significa que todos os evangélicos rezem pela mesma cartilha fanática. É um erro definir alguém por sua crença ou ausência de fé.

Por que falar de Marina se ela não passa, no momento, de uma provável vice de Eduardo Campos, do PSB? Primeiro, por causa de sua biografia. Biografia virou, nessas últimas semanas, uma palavra incendiária por causa da Jovem Velha Guarda Tropicalista (JVGT), guardiã da privacidade de artistas que expõem sua vida pessoal na capa de revistas de celebridades. Sorrisos, filhos, casas, férias, tudo fotoshopado, autorizado, compartilhado.

No caso de Marina, a biografia conta muito, no mínimo para que seja respeitada como pessoa, no pântano de nossa politicagem. Maria Osmarina da Silva Vaz de Lima nasceu no Acre, filha de seringueiros migrantes cearenses. Analfabeta até os 16 anos, aprendeu a ler enquanto trabalhava como empregada doméstica. Pelo Mobral, fez em quatro anos o primeiro e o segundo graus. Marina contraiu cinco malárias, duas hepatites. Formou-se em história. Queria ser freira. Virou marxista. Tem quatro filhos. Foi a mais jovem senadora do Brasil, aos 35 anos. Marina já enfrentou madeireiros, fazendeiros, cangaceiros. Lula a nomeou ministra do Meio Ambiente. Saiu derrotada e desgastada cinco anos depois, em briga com a mãe do PAC, a então ministra Dilma Rousseff.

Por que mesmo falar de Marina, se ela não tem nenhuma chance contra a outra mulher? Quando Marina se mandou para o PV, Dilma disse: “Estou triste. Preferia que ela continuasse no PT, porque é uma grande lutadora”. Na queda de braço entre as duas, a corpulenta Dilma de vermelho ganha fácil da magra Marina de preto.

Em Dilma, as rugas quase sumiram, o cabelo ficou moderno e repicado, o sorriso substituiu a expressão severa, o dedo em riste foi trocado pelo coraçãozinho com as mãos. É a cirurgia da personalidade, o bisturi dos marqueteiros. Marina mantém o coque, as rugas e aquelas palavras intragáveis que ninguém entende.“Programática” é um adjetivo que ela deveria jogar no lixo sem reciclar – com o vocabulário pernóstico que a distancia do eleitor.

Marina é melhor quando esquece que precisa mostrar instrução e recorre a frases simples de efeito. Dilma a mandou “estudar” para ter propostas sobre o Brasil. Marina respondeu: “Ela (Dilma) deu um conselho de professora. (...) Aprender é sempre uma coisa muito boa. Difíceis são aqueles que acham que não têm mais o que aprender”.

Por que falar de Marina, que nem conseguiu pendurar sua Rede no barco da sucessão? Porque a presença de Marina, junto aos olhos verdes de Eduardo Campos, é um fato novo, como há quatro anos. Move as camadas da terra, provoca tremores, obriga as velhas raposas a sair da toca.

É cômico ver Dilma discursando agora sobre a questão ambiental. Mandando beijos e acenos para pequenos agricultores, quilombolas, pescadores, jovens e indígenas, prometendo quintuplicar os produtores de alimentos orgânicos, sem agrotóxicos. E defendendo assentamentos agrários. Seu mentor, Lula, encampa o outro lado: atrai os ruralistas, enxotados por Marina.

Por isso são importantes as biografias não autorizadas. Elas resgatam as contradições, as incoerências, as mentiras históricas, repetidas tantas vezes que acabam virando verdade. No fundo, só servem a um projeto de poder.

domingo, 27 de outubro de 2013

VICK & EU

                Olá, amigos! Sei que já são mais de 18 meses sem nenhuma postagem, mas nesse tempo passei (e tenho passado) por situações pessoais as quais somente com um longo período de reflexões, desconstruções, dúvidas, medos, e até mesmo, a descrença para fazer enxegar-me e perceber que as situações que me cercam são pequenas e fracas diante do meu ser.

                Nesse período, por muitas vezes entrei nessa coluna para excluí-la. Pensei que nunca mais postaria algo aqui, até porque, vocês sabem que não sou nada ligada na vida virtual. Mas, por alguma razão nunca tive coragem de desfazer dessa coluna. Porém, no último dia oito, lembrei de uma das motivações que me fizeram criar este blog. Como uma pessoa que tem inúmeras resistências ao mundo virtual, cria uma coluna utilizando-se dessa ferramenta?

                Primeiramente, como colocado em minha postagem inicial (01/02/2012), a intenção era teologar, mas fazê-la a partir da vida, da morte, dos acontecimentos do dia a dia. E não, das doutrinas e moldes dogmatizados das igrejas, das denominações, da religiosidade. Desejava ter o “meu jeito de teologar”[1].

              Assim, nasce a Coluna Teológica, inspirada no filme Marley & Eu, que conta a historia do jornalista Jonh Grogan, que passa escrever em sua coluna no jornal na cidade, experiências vivenciadas ao lado do seu cão amigo Marley. A Coluna Teológica era e é exatamente para isso, contar experiências a partir da vivencia com o “Marley”, com a religião, com a crença e a fé, e até com a falta delas, coma política, com a sociedade, com as coisas corriqueiras da rotina. É teologar com as experiências e ensinamentos que o outro nos trás, mesmo que esse outro seja um bicho de estimação.

                E, depois de longos anos de companheirismo, amizade e lealdade, Marley, já envelhecido adoece e Jonh precisa tomar a decisão de sacrificá-lo. No dia 08/10/2013, eu e minha família tivemos que tomar a decisão mais difícil de nossa vida. Sacrificar Vick, nossa cadelinha. Estive presente ao lado dela o tempo todo, como Jonh ao lado de Marley. Mas, senti-me como se estivesse desistindo dela. E por muitas noites seguintes, chorei pensando que ela jamais teria desistido da gente. Consolo-me focando que foi o melhor a ser feito, pois, o estagio avançado do seu câncer, estava fazendo-a sofrer com muitas dores e feridas, já que seu corpo todo estava tomado pela a doença.

                Não quero entrar no mérito se é certo ou errado. Se tínhamos esse direito de interromper a vida, mesmo que seja de um animal. Mas, quero guardar essa experiência como aquela que me deu animo e renovou a minha motivação de teologar aqui nesse espaço. Com a sensibilidade de aprender e perceber as situações diárias. Para fazer uma teologia livre, sem sistematização, mesmo que seja escrita a lápis, com o direito de errar, com a possibilidade de apagar e teologar de novo com uma outra ótica.

    Obrigada, Vick! Pelas experiências e ensinamentos proporcionados a mim. Assim, fica firmada a reabertura da Coluna Teológica. Aguardem novas postagens.
            
Gratia et pax,

Rebeca Caroline

Adeus, Vick! 15 anos de amizade e lealdade. Te amo!
(Vick - 15/04/1998 a 08/10/2013)








[1] Texto de Ricardo Godim, disponível na postagem de 01/02/2012.