quinta-feira, 1 de maio de 2014

Uma banana para o racismo.

Olá amigos!
                No meado da década de 90 quando era criança, lembro que tinha uma expressão corporal que usávamos quando queríamos ofender alguém, um xingamento bobo e inocente da época que era chamado de banana, um movimento de cruzamento de braços. E é essa a minha intenção com esse post, dar uma banana para o racismo. Venho abordar um tema que nunca deveria ter existido e se por qualquer razão que tenha adentrado na raça humana, deveria já ter sido abolido. As imagens não para de circular do Jogador Daniel Alves comendo a banana que um torcedor estúpido jogou no gramado na Espanha. Sentimos-nos indignados primeiro por ter sido com um brasileiro, depois por julgarmos que em pleno século XXI e em plena Europa que se diz desenvolvida isso não deveria acontecer mais. Mas antes de apontarmos o erro dos outros, gostaríamos que refletíssemos no que realmente somos. Como dizer que não somos racistas se continuamos a usar termos com esse teor?!?

                O que? Você nunca usou um termo racista? Tem certeza? Pense bem... Quem nunca disse que um negro tem cabelo ruim ou sarará? Quem nunca usou a expressão “denegrindo” sem se dar conta que a expressão coloca o fato de ser negro uma questão negativa. Quem nunca falou (ou escutou de alguém próximo) a tamanha bobagem, até mesmo no intuito de fazer um elogio (elogio?), que fulano é negro de alma branca. Hein? Tem certeza que você não é racista?

                Estamos mergulhados em uma cultura PRECONCEITUOSA, é assim mesmo, toda em maiúsculo, presente dentro dos nossos princípios éticos, morais e religiosos. As igrejas hoje só tem o intuito de enriquecer (claro que generalizando), mas fico me perguntando se algum Pastor ou qualquer palestrante religioso aproveitou a circunstância e fez um discurso combatendo o racismo em seu púlpito.

                Temos que dar uma banana para o racismo, no nosso trabalho, no nosso campo estudantil, na nossa família e inclusive nos púlpitos das nossas igrejas. Temos que divulgar a beleza da miscigenação do nosso país, as vantagens do outro ser diferente e principalmente o conceito criacionista de sermos feito a imagem e semelhança da trindade divina. Todos têm a beleza do criador independente da cor em sua pele. Vamos dar uma banana para o racismo. Para um mundo sem cor, raça ou nação, por um mundo mais humano!

Gratia et pax,

Rebeca Caroline