Olá amigos!
No
meado da década de 90 quando era criança, lembro que tinha uma expressão
corporal que usávamos quando queríamos ofender alguém, um xingamento bobo e
inocente da época que era chamado de banana, um movimento de cruzamento de
braços. E é essa a minha intenção com esse post, dar uma banana para o racismo.
Venho abordar um tema que nunca deveria ter existido e se por qualquer razão que
tenha adentrado na raça humana, deveria já ter sido abolido. As imagens não
para de circular do Jogador Daniel Alves comendo a banana que um torcedor estúpido
jogou no gramado na Espanha. Sentimos-nos indignados primeiro por ter sido com
um brasileiro, depois por julgarmos que em pleno século XXI e em plena Europa
que se diz desenvolvida isso não deveria acontecer mais. Mas antes de
apontarmos o erro dos outros, gostaríamos que refletíssemos no que realmente
somos. Como dizer que não somos racistas se continuamos a usar termos com esse
teor?!?
O
que? Você nunca usou um termo racista? Tem certeza? Pense bem... Quem nunca
disse que um negro tem cabelo ruim ou sarará? Quem nunca usou a expressão “denegrindo”
sem se dar conta que a expressão coloca o fato de ser negro uma questão
negativa. Quem nunca falou (ou escutou de alguém próximo) a tamanha
bobagem, até mesmo no intuito de fazer um elogio (elogio?), que fulano é negro
de alma branca. Hein? Tem certeza que você não é racista?
Estamos
mergulhados em uma cultura PRECONCEITUOSA, é assim mesmo, toda em maiúsculo, presente
dentro dos nossos princípios éticos, morais e religiosos. As igrejas hoje só
tem o intuito de enriquecer (claro que generalizando), mas fico me perguntando
se algum Pastor ou qualquer palestrante religioso aproveitou a circunstância e fez
um discurso combatendo o racismo em seu púlpito.
Temos
que dar uma banana para o racismo, no nosso trabalho, no nosso campo estudantil,
na nossa família e inclusive nos púlpitos das nossas igrejas. Temos que
divulgar a beleza da miscigenação do nosso país, as vantagens do outro ser
diferente e principalmente o conceito criacionista de sermos feito a imagem e semelhança
da trindade divina. Todos têm a beleza do criador independente da cor em sua
pele. Vamos dar uma banana para o racismo. Para um mundo sem cor, raça ou
nação, por um mundo mais humano!
Gratia et pax,
Rebeca Caroline
