sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Quem disse que papai Noel não existe?


               Aproximando-nos da data em que comemoramos o Natal, por aonde agente vai e olha tem a figura do bom velhinho. Crianças do mundo inteiro esperam que na noite de natal, presentes sejam deixados por essa figura. Imagem essa que gera alguns conflitos sociais, pois alguns pais evangélicos como eu, ensinamos nossos filhos que é um ser imaginário, uma pessoa vestindo uma fantasia, que de fato ele não existe, pois o verdadeiro sentido do Natal está na pessoa de Jesus Cristo. Outros reprovam a figura do papai Noel, por vê-lo somente como um símbolo do consumismo presente em nosso sistema. Mas, a maioria da sociedade incentiva às crianças a acreditarem e reprovam os demais por podar a imaginação e inocência de nossos filhos. Meu intuito aqui não defender nenhum lado desse embate, pois falando sobre educação de nossos filhos temos o direito e responsabilidade de seguir o caminho a qual achamos o melhor para eles.

                A intenção aqui é olhar esse ícone mais de perto, sem medo de encontrar algo bom e despidos de dogmas ao afirmar que é uma figura que o inimigo usa para deixar Cristo esquecido no dia em que nós cristãos comemoramos o seu nascimento. Vale lembrar que muitas vezes nós cristãos esquecemos-nos de Jesus o ano inteiro.

                Há muitos discursos quanto à lenda do papai Noel, resumidamente, dizem que a verdadeira história se refere a São Nicolau, personagem que viveu entre o terceiro e quarto século da era cristã, e ficou conhecido por ser um milagreiro, extremamente generoso com os pobres e as crianças. A partir daí, no dia 6 de dezembro os países europeus passaram a comemorar o dia de São Nicolau, presenteando crianças, não se sabe por que e quando esse costume foi transferido para a noite de Natal. Porém, a imagem do bom velhinho de roupas vermelhas, barba branca e gorduchinho, só se caracteriza com a ilustração de Thomas Nast, para uma campanha publicitária da Coca-Cola no ano de 1930. A caracterização que Nast utilizou, provavelmente foi inspirada no deus Odin da mitologia germânica, ser de longas barbas brancas, que distribuía presentes às crianças do alto de seu cavalo voador.

                Mas, quem disse que papai Noel não existe? Não acredito na lenda de São Nicolau, nem tão pouco no deus mitológico Odin. Não acredito e ensino o meu filho a não acreditar no bom velhinho que trás presentes na noite de natal. Então, porquê o paradoxo do título desse post? Descobri que podemos ser “bons velhinhos” na época de Natal, o certo é ser bons cidadãos durante todo ano, sendo generosos e solidários, se importando com próximo. É isso, que Jesus, o verdadeiro sentido do Natal é, generoso e solidário com a humanidade o tempo todo. Mas, nessa época de final de ano, onde festejamos, fazendo amigo culto, festas de confraternizações, etc., percebi que por pouquíssimo, crianças pobres, que tem sonhos, esperanças e na inocência escrevem cartinhas para o bom velhinho, podem ter seus presentes e desejos realizados. Só pelo o fato de sermos generosos, irmos aos correios,  escolhermos uma cartinha e colocarmos esperança no coração e sorriso no rosto de um pequenino ou de alguns pequeninos.

                Foi essa postura que parte da empresa que eu trabalho adotou esse ano, ao invés de brincarmos de amigo culto, trocando presentes entre a gente, aumentando nossas coleções de blusas, sapatos, bijuterias, CDs/DVDs, etc., enviamos presentes às crianças que pouco têm, mas que muito sonham.  Que possamos aprender ser “bons velhinhos”, com a generosidade, solidariedade e amor de Jesus Cristo.

Gratia et pax,

Rebeca Caroline

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