domingo, 27 de outubro de 2013

VICK & EU

                Olá, amigos! Sei que já são mais de 18 meses sem nenhuma postagem, mas nesse tempo passei (e tenho passado) por situações pessoais as quais somente com um longo período de reflexões, desconstruções, dúvidas, medos, e até mesmo, a descrença para fazer enxegar-me e perceber que as situações que me cercam são pequenas e fracas diante do meu ser.

                Nesse período, por muitas vezes entrei nessa coluna para excluí-la. Pensei que nunca mais postaria algo aqui, até porque, vocês sabem que não sou nada ligada na vida virtual. Mas, por alguma razão nunca tive coragem de desfazer dessa coluna. Porém, no último dia oito, lembrei de uma das motivações que me fizeram criar este blog. Como uma pessoa que tem inúmeras resistências ao mundo virtual, cria uma coluna utilizando-se dessa ferramenta?

                Primeiramente, como colocado em minha postagem inicial (01/02/2012), a intenção era teologar, mas fazê-la a partir da vida, da morte, dos acontecimentos do dia a dia. E não, das doutrinas e moldes dogmatizados das igrejas, das denominações, da religiosidade. Desejava ter o “meu jeito de teologar”[1].

              Assim, nasce a Coluna Teológica, inspirada no filme Marley & Eu, que conta a historia do jornalista Jonh Grogan, que passa escrever em sua coluna no jornal na cidade, experiências vivenciadas ao lado do seu cão amigo Marley. A Coluna Teológica era e é exatamente para isso, contar experiências a partir da vivencia com o “Marley”, com a religião, com a crença e a fé, e até com a falta delas, coma política, com a sociedade, com as coisas corriqueiras da rotina. É teologar com as experiências e ensinamentos que o outro nos trás, mesmo que esse outro seja um bicho de estimação.

                E, depois de longos anos de companheirismo, amizade e lealdade, Marley, já envelhecido adoece e Jonh precisa tomar a decisão de sacrificá-lo. No dia 08/10/2013, eu e minha família tivemos que tomar a decisão mais difícil de nossa vida. Sacrificar Vick, nossa cadelinha. Estive presente ao lado dela o tempo todo, como Jonh ao lado de Marley. Mas, senti-me como se estivesse desistindo dela. E por muitas noites seguintes, chorei pensando que ela jamais teria desistido da gente. Consolo-me focando que foi o melhor a ser feito, pois, o estagio avançado do seu câncer, estava fazendo-a sofrer com muitas dores e feridas, já que seu corpo todo estava tomado pela a doença.

                Não quero entrar no mérito se é certo ou errado. Se tínhamos esse direito de interromper a vida, mesmo que seja de um animal. Mas, quero guardar essa experiência como aquela que me deu animo e renovou a minha motivação de teologar aqui nesse espaço. Com a sensibilidade de aprender e perceber as situações diárias. Para fazer uma teologia livre, sem sistematização, mesmo que seja escrita a lápis, com o direito de errar, com a possibilidade de apagar e teologar de novo com uma outra ótica.

    Obrigada, Vick! Pelas experiências e ensinamentos proporcionados a mim. Assim, fica firmada a reabertura da Coluna Teológica. Aguardem novas postagens.
            
Gratia et pax,

Rebeca Caroline

Adeus, Vick! 15 anos de amizade e lealdade. Te amo!
(Vick - 15/04/1998 a 08/10/2013)








[1] Texto de Ricardo Godim, disponível na postagem de 01/02/2012.

2 comentários:

  1. Obrigado amiga por esse retorno. Renova-se a esperança que, não importa o tempo e as condições, sempre podemos voltar . . . viver . . . Reviver . . . Bom retorno. Deus te abençoe . . .abs

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