Olá,
amigos! Sei que já são mais de 18 meses sem nenhuma postagem, mas nesse tempo
passei (e tenho passado) por situações pessoais as quais somente com um longo período
de reflexões, desconstruções, dúvidas, medos, e até mesmo, a descrença para
fazer enxegar-me e perceber que as situações que me cercam são pequenas e
fracas diante do meu ser.
Nesse
período, por muitas vezes entrei nessa coluna para excluí-la. Pensei que nunca
mais postaria algo aqui, até porque, vocês sabem que não sou nada ligada na
vida virtual. Mas, por alguma razão nunca tive coragem de desfazer dessa
coluna. Porém,
no último dia oito, lembrei de uma das motivações que me fizeram criar este
blog. Como uma pessoa que tem inúmeras resistências ao mundo virtual, cria uma
coluna utilizando-se dessa ferramenta?
Primeiramente,
como colocado em minha postagem inicial (01/02/2012), a intenção era teologar,
mas fazê-la a partir da vida, da morte, dos acontecimentos do dia a dia. E não,
das doutrinas e moldes dogmatizados das igrejas, das denominações, da
religiosidade. Desejava ter o “meu jeito de teologar”[1].
Assim,
nasce a Coluna Teológica, inspirada no filme Marley & Eu, que conta a
historia do jornalista Jonh Grogan, que passa escrever em sua coluna no jornal
na cidade, experiências vivenciadas ao lado do seu cão amigo Marley. A Coluna Teológica
era e é exatamente para isso, contar experiências a partir da vivencia com o “Marley”,
com a religião, com a crença e a fé, e até com a falta delas, coma política,
com a sociedade, com as coisas corriqueiras da rotina. É teologar com as
experiências e ensinamentos que o outro nos trás, mesmo que esse outro seja um
bicho de estimação.
E,
depois de longos anos de companheirismo, amizade e lealdade, Marley, já
envelhecido adoece e Jonh precisa tomar a decisão de sacrificá-lo. No
dia 08/10/2013, eu e minha família tivemos que tomar a decisão mais difícil de
nossa vida. Sacrificar Vick, nossa cadelinha. Estive presente ao lado dela o
tempo todo, como Jonh ao lado de Marley. Mas, senti-me como se estivesse
desistindo dela. E por muitas noites seguintes, chorei pensando que ela jamais
teria desistido da gente. Consolo-me focando que foi o melhor a ser feito,
pois, o estagio avançado do seu câncer, estava fazendo-a sofrer com muitas
dores e feridas, já que seu corpo todo estava tomado pela a doença.
Não
quero entrar no mérito se é certo ou errado. Se tínhamos esse direito de
interromper a vida, mesmo que seja de um animal. Mas, quero guardar essa
experiência como aquela que me deu animo e renovou a minha motivação de
teologar aqui nesse espaço. Com a sensibilidade de aprender e perceber as
situações diárias. Para fazer uma teologia livre, sem sistematização, mesmo que
seja escrita a lápis, com o direito de errar, com a possibilidade de apagar e
teologar de novo com uma outra ótica.
Obrigada,
Vick! Pelas experiências e ensinamentos proporcionados a mim. Assim,
fica firmada a reabertura da Coluna Teológica. Aguardem novas postagens.
Gratia et pax,
Rebeca Caroline
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| Adeus, Vick! 15 anos de amizade e lealdade. Te amo! (Vick - 15/04/1998 a 08/10/2013) |

Obrigado amiga por esse retorno. Renova-se a esperança que, não importa o tempo e as condições, sempre podemos voltar . . . viver . . . Reviver . . . Bom retorno. Deus te abençoe . . .abs
ResponderExcluirDesculpa, mas quem é?
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