quarta-feira, 11 de abril de 2012

Meu Aniversário!

Como agradecer ao Senhor pelo o que tens feito a mim? Hoje completo mais um ano de vida, e isso não seria possível se não fosse às mãos poderosas do meu Deus a cuidar-me. Nasci de 7 meses, mas Ele além do sopro de vida que me deu a desenhar-me  no ventre de minha mãe, permaneceu a soprar fôlego até meus pulmões amadurecerem para que pudesse deixar a incubadora. Renasci aos 5 anos quando mais uma vez Deus me livra da morte me salvando da meningite sem que nenhuma seqüela fosse deixada em meu corpo. Mais uma vez, livrou-me do laço da morte quando o sangue do seu filho Jesus não só apagou os meus pecados, mas também, apagou a infecção no sangue que tive aos 10 anos. Tantas curas, tantas oportunidades, tanta misericórdia e graça que me acompanham nestes 28 anos de benção, puras bênçãos. Senhor como posso agradecer-te por mais esse ano que o Senhor me concedeu? Pai, tu me destes vida e não só esta aqui neste mundo, mas uma vida eterna quando me salvastes naquela cruz. E hoje com a minha gratidão e amor, peço que perdoe os meus pecados e que aceites a minha existência como uma oferta boa e agradável aos seus olhos. Quero me render a Ti, hoje e para sempre, amém!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Páscoa

Caros amigos,

     Está se aproximando o dia em que comemoramos a páscoa, de fato, é quase que inevitável não nos envolvermos com os deliciosos chocolates que o mercado nos oferece nessa época, tirando a atenção de todos para o verdadeiro sentindo dessa festividade. Por tal razão, faço essa publicação para lembrarmos que Cristo Jesus é a verdadeira páscoa.

    Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo do povo hebreu das terras do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram escravizados pelos faraós durantes vários anos. Para os cristãos esta data celebra a ressurreição de Jesus Cristo, Filho de Deus que é enviado pelo o próprio Pai para salvar a humanidade que encontra-se corrompida pelo o pecado. É pela a ressurreição de Jesus, a promessa de que Ele nos deixa de sua volta e a salvação que temos nEle que comemoramos a páscoa afirmando que Cristo é a verdadeira Páscoa. Que nunca nos esqueçamos do tamanho do sacrificio do nosso Salvador em amor por nós.

Jesus seja a minha páscoa, hoje e sempre amém!

Gratia et pax,

Rebeca Caroline




 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Em que momento Jesus entende que é Deus?

(por Rebeca Caroline e Thiago Beltrão - pesquisa sobre a consciência de Jesus em relação a sua divindade)

     Para especularmos em que momento Jesus tem a consciência sobre a sua divindade é necessário pontuar algumas importantes questões. Somente após a realização do Concílio de Calcedônia (451) a doutrina do monofisismo - que admitia em Jesus Cristo uma só natureza, a divina – elaborada por Eutiques é repudiada, sendo declarada a dualidade em Jesus, ou seja, Cristo foi plenamente humano e plenamente divino, fazendo parte como a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Porém, ao longo da história muitos teólogos e filósofos tentaram de forma individual resolver a questão da natureza de Jesus Cristo que vai de encontro com a razão humana.

     Como ponto de partida é usado o Jesus humano, cujo, alguns acreditam que somente nos livros sinóticos é retratado o verdadeiro Jesus histórico que se opõe à descrição idealizada nos quatro evangelhos. Porém, é importante mencionar que é evidente que o Cristo descrito nos sinóticos é tão divino quanto o Cristo retratado por João em seu Evangelho. Tais pesquisadores compreenderam a natureza de Jesus dentro de sua particularidade.

“Schleiermacher falava de um homem com suprema consciência de Deus, Ritschl, de um homem com o valor de Deus, Wendt, de um homem que estava em continuada e intima comunhão de amor com Deus, Beyschlang, de um homem cheio de Deus, e Sanday, de um homem com uma invasão do divino no sub-consiente; - mas, para eles, Cristo é e continuará sendo mero homem” [1].

     Apesar da enfadonha busca em negar a divindade de Cristo por várias escolas e pensadores por transcender a razão humana à questão da doutrina das duas naturezas numa só pessoa de nenhuma forma é pautável que leve a desconsideração dos termos em que foi formulada pelo o Concilio de Calcedônia e dos nossos padrões confessionais. Isso ocorre devido, as inúmeras provas bíblicas que todos os que a aceitam como a infalível Palavra de Deus não tem duvidas sobre este assunto. Muitos pensadores que tentam negar a dualidade de Cristo não aceitam as Escrituras Sagradas como prova histórica. Mas, isto implica na maior coletânea de escritos que tem como personagem principal o tal Jesus estudado. E são em cima desses escritos que especularemos em que momento Jesus entende que é Deus.

     Os escritos Joaninos e Paulinos evidentemente ensinam a divindade de Cristo. Contudo, no Evangelho segundo escreveu João, encontra-se o conceito mais elevado da dualidade da pessoa de Jesus Cristo. E, nas epistolas paulinas e na carta aos hebreus, também são encontrados conceito semelhante. São as passagens a seguir que nos dão bases a respeito: “Jo. 1.1-3, 14, 18; Jo. 2.24, 25; Jo. 3. 16-18, 35, 36; Jo. 4.14, 15; Jo. 5.18, 20-22, 25-27; Jo. 11.41-44; Jo. 20.28; I Jo. 1.3; I Jo. 2.23; I Jo. 4.14,15; I Jo. 5.5, 10-13, 20. Rm. 1.7; Rm. 9.5; I Co. 1.1-3; I Co. 2.8; II Co. 5.10; Gl. 2.20; Gl. 4.4; Fp. 2.6; Cl. 2.9; I Tm. 3.16; Hb 1.1-3, 5, 8; Hb. 4.14; Hb. 5.8; etc.” [2]

     Ainda baseados nas Escrituras Sagradas, principalmente no Evangelho de João, é necessário fazer menção sobre duas questões importantes, uma correlacionada a outra. Primeiramente que não há na Bíblia nenhuma evidência de uma personalidade dual, ou seja, apesar de Cristo ter uma natureza dualista, Ele não tinha uma personalidade distinta entre humano e divino, e sim, uma relação única e integral entre o Filho Humano e o Pai Divino. Sendo assim, ele é o divino encarnado. Vejamos: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo. 1.1,2). Deve-se observar que no ato da encarnação a natureza divina não sofreu alteração, ou seja, não houve qualquer mudança essencial nos atributos divinos. “Fica bem salientar o fato de que a encarnação foi um ato pessoal. É melhor dizer que a pessoa do Filho de Deus encarnou-se, que dizer que a natureza divina assumiu a carne humana” [3].

     Em seguida, é bom notar que ambas as naturezas são representadas nas Escrituras como unidas numa só pessoa. Desta forma, não é que uma parte do divino esteja manifestado em uma natureza humana. Mas, que a pessoa divina do Filho está unida a uma natureza humana. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo. 1.14). Percebemos aqui que Jesus não é simplesmente o Filho de Deus aqui no mundo – como um ser mitológico -. Porém, o próprio divino encarnado, como já dito anteriormente.

     Após fazer tais considerações acima, faremos então, o nosso pensamento especulativo quanto à consciência de Jesus em relação a sua divindade. Partindo do pressuposto que Jesus é a pessoa de Deus na figura do Filho encarnado em uma natureza humana, podemos dizer que como ocorre com todo ser humano que em um determinado tempo firma a sua identidade, ou seja, tem consciência do seu ser, Jesus ao alcançar essa maturidade, automaticamente, compreende a totalidade da sua natureza e da sua missão. “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. E, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o achou no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”. (Lc. 2.40, 42, 43, 45-50 e 52).
“Naturalmente, não é possível ter qualquer conhecimento da consciência própria de Jesus, a não ser por meio de Suas palavras, nos termos em que elas são registradas nos evangelhos; e será sempre possível negar que elas expressam corretamente o pensamento de Jesus. Para os que aceitam o testemunho dos evangelhos, não pode haver dúvida de que Jesus estava consciente de que era o próprio filho de Deus. As seguintes passagens atestam isto: Mt. 11.27 (Lc. 10.22); 21.37, 38 (Mc. 12.6; Lc. 20.13); 22.41-46 (Mc. 13.35-37; Lc. 20.41-44); 24.36 (Mc. 13.32); 28.19. Algumas destas passagens atestam a consciência messiânica de Jesus; outras, o fato de que Ele estava cônscio de que era o Filho de Deus no sentido mais elevado. Em Mateus e Lucas há varias passagens nas quais Ele fala da primeira pessoa da Trindade como “meu Pai”, Mt. 7.21; 10.32,33; 11.27; 12.50; 15.13; 16.17; 18.10,19,35; 20.23; 25.34; 26.29,53; Lc. 2.49; 22.29; 24.49. No Evangelho segundo João a consciência que Jesus tinha de que era o próprio Filho de Deus é ainda mais palpável em passagens como Jo. 3.13; 5.17,18 19-27; 6.37-40,57; 8.34-36; 10.17,18, 30, 35, 36, e outras passagens mais” [4].
     Apesar de ser um pensamento especulativo baseado no fundamentalismo porque trabalha em cima das Escrituras Sagradas de forma infalível. A exposição deve ser levada em consideração. É certo que a dualidade na natureza de Jesus transcende a nossa razão humana, mas, despir Cristo de sua divindade através do Jesus histórico, também, não resolverá o problema, pois, não há nenhum material historicamente palpável que nos levará a vê-Lo somente como um humano agraciado.

     A questão da plena natureza humana e da plena natureza divina de Jesus Cristo, posto pelo o Concilio de Calcedônia, será sempre um mistério incompreensível não encontrando suporte em nossa razão. Por esse motivo, só pode ser aceita pela fé na autoridade da Palavra de Deus.

Gratia et pax,

Rebeca Caroline
 


[1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Tradução: Odayr Olivetti. Campinas. Luz para o Caminho Publicações. 1990.Pg. 316
[2] Idem 1. Pg. 317
[3] Idem 1 . Pg. 323
[4] Idem 1. Pg. 317

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

              
     Senhor, quero ter a oração e a fé de Ana, a coragem de Ester e o senso de justiça de Débora. Quero ter o coração adorador de Maria, mas, com as atitudes de Marta perante o Seu Reino. Quero que me vejas agraciada como enxergou Maria, mãe de Seu Filho Jesus e que eu tenha a mesma liberalidade daquela viúva ao entregar a Ti tudo o que tinha. Quero ser companheira em minhas relações sociais como Ruth foi a sua nora Noemi e quero ensinar ao meu filho e àqueles que passarem na minha vida os Seus ensinamentos e o prazer de Ti servir como Lóide e Eunice ensinaram a Timóteo. Quero ser a mulher virtuosa. Faça-me Senhor, virtuosa! E que as pessoas possam ver em mim não o sexo frágil ou aquela que busca um lugar de direito dentro de uma sociedade machista, mas, que eu reflita a sua graça, misericórdia e amor maternal, mesmo que, na nossa concepção Tu sejas PAI. Faça-me Senhor, mulher virtuosa! Amém!

     “Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos. Como o navio mercante, ela traz de longe o seu pão. Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. Vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca. Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado. Não teme a neve na sua casa, porque toda a sua família está vestida de escarlata. Faz para si cobertas de tapeçaria; seu vestido é de seda e de púrpura. Seu marido é conhecido nas portas, e assenta-se entre os anciãos da terra. Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores. A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro. Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua. Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas." (Provérbios 31:10-31)

    
Uma homenagem a todas as mulheres que lutam por seu espaço. Em especial, pastoras e teólogas. Que Deus derrame o Seu amor em nós e nos faça virtuosas!

Gratia et pax,

Rebeca Caroline

quinta-feira, 1 de março de 2012

LUTO: Milton Schwantes

Dr. Milton Schwantes no evento realizado pela FATERJ-IBEC e OPBB (seção carioca).

Nesta madrugada, em São Paulo, após vários meses de internação, faleceu o pastor, teólogo e biblista luterano Milton Schwantes. A teologia hoje chora lágrimas de muita tristeza pela a perda de um grande contribuinte de sua caminhada. O Dr. Milton Schwantes disse sobre o seu livro Figuras e Coisas - Meditações e ensaios para viver: "É fruto de um lindo e emocionante encontro de vida e alma. Com estas meditações, pretendemos promover um caminho. O caminho do encontro." Nos encontraremos Milton Schwantes no Lar Celestial e enquanto estiver neste mundo tentarei ir pelo o caminho do encontro. Obrigada pelas suas inúmeras e grandiosas contribuições teológica.

Força e paz a toda família Schwantes!

Rebeca Caroline


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Qual é o Alto Preço de hoje?


Caros amigos,

Recordo-me que em meu tempo ainda de menina, na igreja a qual pertencia na época cantava, principalmente depois do memorial da ceia do Senhor, aquela música de Asaph Borba “Alto Preço”. Recentemente, terminei de ler um livro de Ricardo Gondim, intitulado “O que os evangélicos não falam” da editora ultimato, e quando estava ainda nas suas primeiras páginas,  questionei-me, qual é o alto preço de hoje?

            Este artigo não é uma influência dos pensamentos de Ricardo Gondim, que poucos dias atrás anunciou em seu site pessoal que rompeu com o movimento evangélico, mas sim, a mesma perspectiva que tenho quanto a ser evangélico nos dias de hoje.

            Outro dia no trabalho minha chefe perguntou se eu era evangélica, levei alguns segundos para responder, pois, no mercado gospel atual ser evangélico denota-se mais busca por milagres e prosperidade do que anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Confesso que fiquei com um pouco de receio em dizer que sim, não por me envergonhar do Evangelho de Cristo, mas sim, por perceber qual deplorável situação que o movimento evangélico se encontra hoje. Ao refletir depois da indagação de minha chefe passei a dizer que sou cristã, até mesmo, porque o nome da minha igreja permite isso, Igreja Cristã Geração Eleita, e também, por que quero ser vista pelo o cristianismo, não da forma legalista, mas, da fé em Cristo Jesus, Filho de Deus Pai, Salvador da minha vida. Prefiro dizer que sou cristã, mesmo que com esse titulo as pessoas não diferencie entre catolicismo e protestantismo, do que me dizer evangélica e ser “carimbada” como aquela que dá dinheiro ou que toma dinheiro.

            Pois, o alto preço que meu Salvador pagou naquela cruz com seu puro sangue , suas feridas com a dor das minhas transgressões, tem sido substituído por um mercado grande e lucrativo, por causa, do alto preço da vaidade dos homens. Infelizmente, o movimento evangélico, matou o alto preço que Jesus de Nazaré, o carpinteiro, aquele que dormiu em uma manjedoura, andou e se assentou com os desprezados, os humildes, os fracos, os pecadores, aquele que lavou os pés dos seus discípulos, aquele “que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:6-8).

            A sensação que tenho é que estou em luto, pois, não é fácil reconhecer que minimizaram a minha crença e construíram um negocio encima do nome do meu Salvador. Contudo, isso não abala a minha fé, a fé no carpinteiro humilde que se tornou o Salvador da humanidade, a fé naquele que pagou o alto preço, não o preço da vaidade, do reconhecimento, da fartura, da prosperidade que muitos se aproveitam e enganam outras pessoas com as suas oratórias psicológicas em seus programas televisivos e nos púlpitos de suas catedrais. Mas, o preço de verter o seu sangue para nos ver redimidos perante o Pai.

            Eu sei que foi pago um alto preço e este não foi o da prosperidade...

Gratia et pax,

Rebeca Caroline
Alto Preço
Asaph Borba
Eu sei que foi pago um alto preço
Para que contigo eu fosse um meu irmão
Quando Jesus derramou sua vida
Ele pensava em ti, Ele pensava em mim,
Pensava em nós
E nos via redimidos por seu sangue
Lutando o bom combate do Senhor
Lado a lado trabalhando, sua Igreja edificando
E rompendo as barreiras pelo amor.
E na força do Espírito Santo nós proclamamos aqui
Que pagaremos o preço de sermos um só coração no Senhor
E por mais que as trevas militem e nos tentem separar
Com nossos olhos em Cristo, unidos iremos andar.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Pedagogia da Educação Cristã


EDUCAÇÃO CRISTÃ: FÉ OU CRENÇA?
A IMPORTÂNCIA DE EDUCAR E NÃO DE DOGMATIZAR

“A fé é muito melhor do que a crença. A crença é quando alguém pensa por você”. (Richard Buckmisnter Fuller) [1]

  
Infelizmente a educação cristã dentro de nossas organizações eclesiásticas nunca foi bem sucedida – ousamos assim dizer –, ou seja, em muitos momentos não há clareza de definição, e quando há, não é colocada em prática de uma forma correta. Muitas organizações entendem que a educação cristã ocorre no momento da Escola Bíblica, mas, se educar é um processo em que o aprendiz se desenvolve, como dizer que impor crença e doutrina é fazer uma educação cristã?

Para melhor compreendemos tal âmbito abordado é necessário fazer dois apontamentos:

1) Definição – Educação é um processo que envolve a formação integral do ser humano, ou seja, o desenvolvimento de sua personalidade, de seus sentimentos, suas percepções e seus relacionamentos. Transferindo para o âmbito cristão, a educação cristã, desenvolve a vida espiritual e o conhecimento eclesiástico (Deus e Escritura).
“A educação é um processo amplo e contínuo do ser humano, que envolve não só a formação do aspecto cognitivo, mas de todo o ser, e compreende o desenvolvimento da personalidade, sentimentos, percepções e relacionamentos. Esse processo visa não só o crescimento individual, mas também coletivo, a fim de que o indivíduo possa interagir, relacionar-se e participar socialmente, em benefício da comunidade a que pertence. Apropriando-nos desta definição de educação, podemos afirmar que a educação cristã, por sua vez, tem como objetivos proporcionar o desenvolvimento do indivíduo como um todo e lhe oferecer condições de crescer em sua vida espiritual, no conhecimento de Deus e das Escrituras. Esse crescimento leva em conta o ser humano em seus aspectos físicos, emocionais, espirituais e sociais. Nosso exemplo maior de desenvolvimento integral é o próprio Jesus, pois a bíblia nos relata que ele “[...] crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens” (Lc. 2.52).” [2]

2) Objetivo – A educação cristã tem por fim seu objetivo, ou melhor, sua missão cumprir a ordenança de nosso mestre Jesus: “Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinado-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos.” (Mt. 28.19-20).
“Fazer discípulos, ensinando-lhes a obedecer aos mandamentos, foi uma ordem deixada por Jesus a seus discípulos. Portanto, a igreja que representa a reunião e união dos salvos, é apontada como a responsável pela a propagação do evangelho de Jesus Cristo, em cumprimento a essa ordem. A educação cristã, por sua vez, tem ajudado a promover através dos séculos o crescimento espiritual dos salvos em Cristo. Sendo assim, seu alvo central está em coordenar, organizar, treinar e promover o desenvolvimento da vida espiritual dos que foram salvos pela propagação do evangelho.” [3]

Após termos feito tais considerações acima desenvolveremos nossa reflexão. Se a educação cristã desenvolve a vida espiritual e o conhecimento eclesiástico e tem a finalidade de cumprir a ordenança de Jesus, por que ousamos a dizer no princípio de nosso artigo que quando há a prática da educação cristã em nossas organizações eclesiásticas, ela ocorre de modo falho?

Bem, ocorre de modo falho, pois, enquanto cristãos perdemos o nosso foco. Como assim? Explicaremos: Ao longo da história da Igreja, o foco é perdido, quando dogmatizamos nossa fé (fé no sentido amplo da experiência individual), obtendo assim, a crença (crença no sentido reduzido ao sistema, doutrina, sistematização) e, de forma muita das vezes bruta impomos o nosso pensamento. Isso ocorre devido a nossa herança européia, ou seja, quando a Europa se desenvolve e passa a colonizar inúmeros territórios o ato de divulgar a religião não é mais em cima a ordenança do Mestre – ide e fazei discípulos –, mas, em cima da política e da autoridade. Sendo assim, em muitos territórios colonizados ser cristão significava se comportar como um autêntico europeu.

Apesar da independência política conquistada pelos territórios dominados o campo da crença não teve tal libertação. Os dogmas ficaram, e até hoje, continuamos a impô-los. Atualmente, o problema da educação cristã consiste em vez de educar fazendo com que o aprendiz desenvolva a sua fé, forçamos uma crença pré-estabelecida empurrando-a “garganta abaixo” aos nossos aprendizes.

Somos engolidos pelo o sistema. As instituições religiosas nos manipulam para que não haja a perda de autoridade – assim como os europeus colonizadores – e como queremos continuar fazendo parte do ditador sistema que dogmatiza e não educa, não damos a “cara a tapa”, sendo assim, convenientes com tal opressão. A nossa neutralidade não traz eficácia a educação cristã. O que temos que levar em consideração é que: “se posicionar é diferente de impor” [4]. Há necessidade de construir uma educação cristã personalizada conforme cada contexto.

Até quando a educação cristã pensará pelos “leigos”, ao invés de somente apontar caminhos e deixar que o aprendiz com suas próprias pernas siga o caminho que ele mesmo escolheu? Foi assim que o nosso mestre Jesus fez com o jovem rico. “Certa vez um homem chegou perto de Jesus e perguntou: – Mestre, o que devo fazer de bom para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu: – Por que é que você está me perguntando a respeito do que é bom? Bom só existe um. Se você quer entrar na vida eterna, guarde os mandamentos. Que mandamentos? – perguntou ele. Jesus respondeu: “Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, respeite o seu pai e a sua mãe e ame os outros como você ama a você mesmo.” – Eu tenho obedecido a todos esses mandamentos! – respondeu o moço. – O que mais me falta fazer? Jesus respondeu: – Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga. Quando o moço ouviu isso, foi embora triste, pois era muito rico.” (Mt.19.16-22).

Jesus não impôs nada aquele jovem, simplesmente, apontou a ele o caminho de uma forma que o jovem refletisse e escolhesse. O jovem assim teve opção, fez sua escolha e Jesus a respeitou. O Mestre poderia ter persuadido aquele jovem rico impondo a ele a sua crença, mas, com a sua exemplar pedagogia deixou que aquele jovem seguisse seu coração onde carregava um amor maior pelas riquezas materiais do que pelo o rico Reino de Deus. Jesus e sua pedagogia são os exemplos em que à educação cristã poderia focar-se. Porém, a independência, a autoridade e a manipulação das instituições religiosas dentro do sistema não a permite recolocação de sua ótica.

Richard Fuller tem razão: “A fé é muito melhor do que a crença. A crença é quando alguém pensa por você”. A educação cristã não é o setor das igrejas que pensa para os “leigos”, mas, deve ser o setor que faz o aprendiz a desenvolver a sua fé.

Está na hora da educação cristã sair do B com A faz BA. Está na hora de parar de dizer que “Pedro viu a uva”, mas, ampliar o conhecimento cristão. Assim como Paulo Freire ampliou o conhecimento dele e daqueles alunos que ele alfabetizou com o seu método conscientizador. Está na hora de libertar nossa pedagogia. Está na hora de obter aprendizagem significativa. “[...] É uma aprendizagem penetrante, que não se limita a um aumento de conhecimentos, mas que penetra profundamente todas as parcelas da sua existência.” [5]

A educação cristã precisa dar uma basta nas lutas de classes. Chega de intelectuais versus leigos; de dirigentes versus dirigidos. Também, basta as respostas pré-estabelecidas que não fazem nenhuma relação com a realidade existencial do indivíduo, pois, “como você pode ver, não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.” [6]

E, apropriando-nos desse conceito, perguntamos então a educação cristã: Até quando ela ficará inerte dando respostas dogmatizadas, ao invés de se mover, avançar, ampliar, educar?

Gratia et pax,

Rebeca Caroline


[2] MOLOCHENCO, Madalena de Oliveira. Curso vida nova de teologia básica: educação cristã. São Paulo. Nova Vida, 2007. Pg. 16.
[3] Idem 2. Pg. 27.
[4] Citação da professora Olga Nogueira na aula de Pedagogia da Educação Cristã na Faculdade Teológica Evangélica do Rio de Janeiro - FATERJ em 19/11/2009.
[5] ROGERS, Carl. In Tornar-se Pessoa, 1988, editora Martins Fontes.
[6] Campanha Publicitária do Canal Futura.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Apresentação

Caros Amigos,

Tomei coragem e criei um blog. Sou daquela que não me interesso muito pela a vida virtual, confesso que a utilizo pela necessidade que a modernidade me trouxe. Bem, além da coragem de passar mais tempo conectada, também, me encorajei a escrever mais e a publicar meus artigos. Sempre tive esse desejo, já tinha até comentado com alguns amigos. Agora que a faculdade terminou e não preciso me descabelar com o prazo de entrega dos trabalhos, rsrsrs, resolvi dá um ponta pé inicial a esse objetivo.

A coluna teológica é um espaço onde pretendo falar sobre teologia, ou melhor, tratar de assuntos sob a perspectiva teológica. Tentarei publicar dois artigos de minha autoria por mês. Contudo, estarei utilizando este espaço para também divulgar textos de teólogos, pastores, colaboradores e amigos de jornada que merecem destaques.

E, para abrir essa coluna, vou reproduzir um artigo do pastor e teólogo Ricardo Gondim intitulado “Meu jeito de teologar”. Lembro-me da primeira vez que escutei a leitura desse texto, foi em uma das maravilhosas aulas do professor André Sant´anna na FATERJ (Faculdade Teológica Evangélica do Rio de Janeiro). Naquele momento, pude entender o porquê estava me dedicando a Teologia.

Gratia et pax,

Rebeca Caroline


Meu jeito de teologar
por Ricardo Gondim

Teologia é linguagem sobre Deus. Com teologia procuramos juntar os cordões que podem dar sentido à nossa existência. Ansiamos por achar a nós mesmos enquanto arfamos pelo Divino. Rubem Alves acertou quando disse que a teologia não pode ser malha que prende o Mistério, mas é rede onde nos deitamos. Teologia é linguagem precária. Nela peregrinos se aconchegam e encontram ânimo na busca por Deus.

Como pastor de uma comunidade pujante, que reúne quase três mil pessoas por domingo, sei que em todos os sermões, de alguma forma, faço teologia. Adolescentes irrequietos, universitários idealistas, pequenos e médios empresários, funcionários públicos e idosos sábios chegam com muitas perguntas. Diante de suas aflições, vaidade, arrogância e cinismo perdem força.

Domingo, molhei a camisa com as lágrimas de uma mãe que havia enterrado o filho que se suicidara menos de um mês antes. Meu abraço, mesmo sem palavra alguma, era uma resposta calada diante de sua dor. Ali, eu articulava teologia em silêncio. Na impotência de não ter o que dizer naquela situação, simultaneamente comum e brutal, notei que o encadeamento da lógica religiosa carece da delicadeza de um violino.

Naquele rápido momento, vi que não havia como padronizar uma resposta. A gente só percebe o vício do lugar-comum, do clichê, do jargão, quando se vê diante de alguém destroçado pela tragédia. Nesses confrontos inesperados com a dor, aprendemos a respeitar os dramas que nos rodeiam. Ficamos diante da insuficiência da linguagem. Foi desses encontros trágicos que mudei e mudei muito. Agora, quero teologar com menos altivez.

Quero falar de Deus sem exigências messiânicas; desprovido da presunção de lídimo defensor da sã doutrina. Desejo tão somente oferecer o ombro e abrir mão de minhas muitas explicações. Se no passado confundi entusiasmo com afobação, zelo com intolerância, arrojo com precipitação, hoje tento um pisar mais simples diante de Deus e dos homens.

Quero falar de Deus com mansidão. Sem reputação a defender, desisto do fascínio do sucesso, de angariar platéias, de inebriar-me com aplausos. Quero encarnar o significado mais profundo de “estar crucificado com Cristo”. Depois de tantos anos, ainda não me vesti da mesma atitude do meu Senhor, que se esvaziou para servir.

Quero falar sobre bondade, essa rara e nobre virtude que transcende nossas ações para nos integrar ao agir de Deus. Preciso ser bondoso comigo mesmo, não deixando que falsas culpas detonem processos internos de intransigência com o próximo; ser paciente com as inadequações dos que claudicam e doar-me como São Francisco de Assis: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido, amar que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se nasce para a vida eterna”.

Quero pregar mais sobre o Deus comensal, que nos convida ao banquete como pretexto para a intimidade. Quero fomentar uma espiritualidade de cozinha e não dos academicismos gelados. Desejo aprender lealdade na camaradagem da conversa solta; e no riso farto experimentar a alegria do reino de Deus.
Quero falar sobre os benefícios do sábado, não do sábado legalista, cravado no calendário, mas daquele que diz “basta” diante dos reclames da riqueza. Quero que a existência não se resuma ao trabalho; despertar para a urgência de eternizar cada encontro. Recordo-me de ter lido um verso sucinto: “A vida é curta, e acaba...”. Não levaremos daqui outra coisa senão as nossas memórias, portanto, que elas sejam doces.

Quero falar sobre Deus, sem esquecer o chão da fábrica, o quintal da casa, o pátio do colégio, a coxia do teatro, o corredor do hospital e a encosta da favela. De nada me adiantará “falar em tese”, se não conseguir encarar os Josés, as Tânias, os Rodrigos e as Kátias, que lutam bravamente para dar sentido à vida. Vejo a necessidade crescente de conversar com pessoas cujos nomes foram escritos não apenas no Livro da Vida, mas na palma da mão de Deus. Não quero que discursos substituam a força do abraço. Os amigos de Jó tropeçaram nos cadarços porque se imaginaram aptos para oferecer consolo com juízos horrorosos.

Quero falar do céu sem desgrudar-me do mundo e mostrar que a vida abundante prometida por Jesus não merece ser empurrada para depois da morte. Repetirei as palavras de Paulo: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou”. Vou enfatizar que a verdadeira religião consiste em cuidar do órfão e da viúva. E não esquecerei: toda a lei se resume em amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo.

Se conseguir teologar assim, com a ternura dos poetas e a paixão dos profetas, completarei a minha carreira, tendo guardado a fé.

Soli Deo Gloria