quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Esperança não, Coragem para 2015!

Olá caros amigos, 

     Finalizar um ano e aguardar o começo de um novo, sempre nos trás reflexões. O que realizei e o que não consegui realizar dentro das promessas que me fiz na virada do ano que, nossa surpreendentemente já está nas suas últimas horas, já passou.

     E em várias conversas com amigos e reportagens vistas sobre o assunto, percebemos que 99,9% das pessoas se frustam no final do ano porque não conseguiram cumprir, realizar, viver o que tanto esperavam. Mas além da frustração do ano que se finda, existe a esperança para o ano que começa. Contudo, quero deixar a esperança de lado, pois ela no final de 2015 se tornará frustração e nascerá uma nova esperança em um ciclo sem fim de sonhos não realizados.

     Esperança não tem sido mais motivação para ninguém precisamos de coragem. Coragem de enfrentar nossos medos, coragem para arriscar mais, coragem para de fato fazer um 2015 diferente para nós mesmos e para próximo. Coragem para realizarmos nossos sonhos de criança, de jovem, de indivíduo, e mais, coragem para deixar Deus realizar os sonhos dEle em nossas vidas. Esperança não, Coragem para 2015!

     Abaixo reproduzo motivador texto de Mauricio Louzada. Desejando-lhes assim, um Corajoso 2015!!!!

Gratia et pax,

Rebeca Caroline.

a
Por: Mauricio Louzada

Dona Anita, aos 83 anos decidiu que era hora de realizar um sonho. Vivia em um asilo havia alguns meses, ao lado de sua confidente, uma boneca que trouxe consigo, agarrada ao peito, convenientemente batizada de Emília, a mais famosa das bonecas.

Todas as noites antes de dormir, Dona Anita confidenciava um segredo para sua companheira de pano:

- Sempre quis ver um show do Roberto Carlos
- Meu sonho era ser aeromoça
- Eu sempre tive desejo de comer um prato chamado Fricassé
- Adoraria ter viajado com meu marido enquanto tínhamos saúde

Dona Anita esperou a vida inteira para que tudo isso acontecesse, mas o destino não trouxe os presentes que ela tanto esperava. Agora estava preparada para realizar um grande sonho, que guardara em seu coração desde criança. Posicionou a boneca na cadeira há um metro da cama, onde seus olhos pudessem ver a cena que encheria o quarto de alegria. Mas antes da grande realização, resolveu narrar para a boneca seus pensamentos:

"Eu deveria ter corrido mais riscos. Nunca fiz o que queria com medo de perder o que eu havia conquistado. Algumas coisas eu deixei para o dia seguinte, pois eram simples demais e poderiam ser realizadas a qualquer momento. Pela sua facilidade e simplicidade nunca chegaram a acontecer.

Outras coisas precisavam de um esforço grande, e por isso resolvi esquece-las, fingindo que não faziam parte dos meus objetivos de vida.

Nunca me entreguei demais para o amor, pois o risco de sofrer no futuro era grande. Não sorri, com medo de mostrar algumas falhas que existiam entre meus dentes, não chorei com medo de que minha fragilidade fosse percebida.

Deixei de cantar no coral, com medo de desafinar. Deixei de cozinhar pratos novos com medo que a receita desandasse.

Mas aqui dentro, neste quarto onde ninguém pode nos ver ou ouvir, descobri que tudo o que sempre quis continua vivo dentro de mim. Percebi que estou sendo cobrada pelos riscos que não corri, e que meu tempo é curto...
Agora pode ser tarde para realizar tudo o que eu poderia ter feito. Por não correr certos riscos deixei de viver, de sentir,de aprender, de amar... Ironicamente o medo de perder o que eu tinha foi o que me fez perder o mais importante: tudo aquilo que eu mais queria conquistar.

Mas hoje, Emília, esta história vai mudar. Hoje eu vou realizar um dos meus maiores sonhos..."

Com as mãos trêmulas pela emoção e com muita dificuldade, Dona Anita ficou em pé em cima da cama. E então, com um grande esforço, deu o primeiro salto... Flutuou no ar por alguns décimos de segundo, e seus pés tocaram de novo o colchão que a impulsionou para cima... Mais um esforço e outro salto, agora um pouco mais alto... E outro... E outro...

Lá da cadeira, Emília parecia observar. Se uma boneca de pano tivesse sentimentos, com certeza ela estaria emocionada, refletindo com suas tranças de lã: "Que criança nunca teve o sonho de pular na cama?".






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